A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 2

Longa arranca risos de plateia brasileira na pré-estreia com personagens estereotipadas

Trio de protagonistas interpretado por Taylor Lautner, Kristen Stewart e Robert Pattinson (Foto: Reprodução)

 Atenção: este texto contém spoilers.

O último filme da Saga Crepúsculo apresenta um elenco de peso – que inclui Michael Sheen (Frost/Nixon), Dakota Fanning, Christian Camargo (Dexter, The Ice Truck Killer), entre outros –, mas não consegue salvar o ‘final épico’, com atuações que figuram entre o monoexpressivo e o caricaturesco.

A história gira em torno da suposta criação de uma criança imortal: Renesmee (Mackenzie Foy), o que é considerado crime para os vampiros. Concebida por Bella Swan (Kristen Stewart), quando ainda era humana, e pelo vampiro Edward Cullen (Robert Pattinson), a menina é metade humana e metade imortal, e deve crescer normalmente. Inclusive, as cenas que mostram seu crescimento, em computação gráfica, são extremamente ruins. É difícil visualizar 3Ds tão toscos depois de Avatar (2009) e Os Vingadores (2012), por exemplo. Foi sem dúvida um retrocesso.

Porém, a vampira Irina Denali (Maggie Grace) observa Renesmee voar em busca de um floco de neve, durante passeio com a mãe (Bella) e com o lobisomem Jacob Black (Taylor Lautner); e já supõe que a menina é imortal. Com essa informação, ela causa um conflito entre o clã dos Cullen e aliados e os Volturi, poderosa família de vampiros italianos. É isso mesmo, uma fofoca mal contada é o ponto de partida para o filme.

Aro é o líder do clã Volturi, personagem de Michael Sheen (Foto: Reprodução)

Não podemos ignorar as aparições de vampiros brasileiros, que são sempre representados por índios, os quais não se parecem nada com os que vivem no Brasil, e mais estranhos que os demais imortais, mas, definitivamente, não passam vergonha sozinhos. Há graves problemas de representação e identidade de vampiros irlandeses, egípcios e, inclusive, de alguns da Transilvânia, que arrancaram risos na sessão de pré-estreia, em São Paulo.

Vampiras brasileiras (Foto: Reprodução)

A saga de Stephenie Meyer, orçada em 131,5 milhões de dólares, se despede da mesma forma como se apresentou: desinteressante e permeada de más interpretações. Um roteiro fraco que não deixa saudade, ao menos na história da sétima arte. É difícil acreditar que o diretor Bill Condon é o mesmo de Kinsey – Vamos Falar de Sexo (2005).

Ficha técnica:
A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 2
Título original: The Twilight Saga: Breaking Dawn – Part 2
Gênero: romance/fantasia – (EUA) – 117 minutos
Diretor: Bill Condon
Roteirista: Melissa Rosenberg
Produção e obra original: Stephenie Meyer
Elenco: Kristen Stewart, Robert Pattinson, Taylor Lautner, Peter Facinelli, Elizabeth Reaser, Michael Sheen, Ashley Greene, Jackson Rathbone, Kellan Lutz, Mackenzie Foy, Lee Pace, Dakota Fanning, Maggie Grace.

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *