O sensei do ioiô

Fundador da Associação Brasileira de Ioiô, recebeu o título de National Yo-yo Master, o qual apenas 11 jogadores no mundo possuem, e é concedido a pessoas que promovem o desenvolvimento do esporte em seu país

Rafael Matsunaga comprou um ioiô da Coca-Cola em 2000 e resolveu buscar na Internet mais informações sobre o brinquedo. Ele foi surpreendido por vídeos de Campeonatos Mundiais e passou a treinar algumas manobras. Em 2003 sagrou-se campeão na categoria Counterweight, que é praticado sem que o ioiô seja preso ao dedo, colocando-se um contrapeso no lugar.

Matsunaga e o marcador do pequeno livro que também é um ioiô (Foto: tarcilaz)

De acordo com o colecionador, a história do brinquedo é confusa. “A origem ninguém sabe ao certo. Tem objetos da Grécia e China antiga que parecem um ioiô, mas não possuíam cordinha. Oficialmente, iniciou nos Estados Unidos quando o filipino Pedro Flores começou a comercializá-los em 1928”, informou.

Com um acervo de 250 ioiôs, sendo mais da metade profissionais, Matsunaga afirmou que o principal foco da Associação Brasileira de Ioiô é o de regularizar as competições, da mesma forma que ocorre no exterior. “Nosso principal campeonato é o brasileiro, o qual classifica o campeão para a final do Mundial do ano seguinte. Nós também ajudamos jogadores de outras regiões a organizar seus próprios campeonatos”, explicou.

Parte do acervo que conta com ioiôs, livros, cards, entre outros objetos (Foto: tarcilaz)

Situações trágicas também permeiam esse universo. Houve uma competição em Cingapura em que um garoto de 12 anos torceu o pé e ficou impossibilitado de competir no dia seguinte. Outro momento constrangedor ocorreu em um Campeonato Mundial, quando uma cordinha arrebentou e o ioiô de alumínio passou entre dois juízes. Já em uma demonstração no Japão, a cordinha também arrebentou e atingiu o rosto de um garoto na plateia, que o fez sangrar. “Eu mesmo já abri o supercílio, pois joguei o ioiô com força e ele voltou. Fiquei inchado e com um corte como o de um lutador de boxe”, comentou.

Matsunaga faz parte da equipe de jogadores da Duncan, fabricante americana do brinquedo (Imagem: Divulgação)

Em uma apresentação, num evento de break, Matsunaga fazia as manobras e dava um passo para trás, até que em um determinado momento ele não percebeu que o palco havia acabado e caiu. Para não passar vergonha ele deu um pulo, voltou ao palco e gritou “aeehh!”, com os braços erguidos, assim como o personagem Rocky Balboa, interpretado por Sylvester Stalonne.

Para o colecionador, a prática do ioiô desenvolve a coordenação motora, além do reflexo, mas há também a parte social, pois são organizados encontros em São Paulo, onde os jogadores mais experientes ensinam os novatos. Outra questão positiva é a de que tira os jovens e as crianças da frente do computador.

A evolução do “Brinquedo”

De acordo com Matsunaga, os ioiôs para competições já evoluíram significativamente.Desde quando comecei o que mudou foi o material. Antigamente, era de plástico, e o mais comum atualmente é o de alumínio. Eram mais arredondados e hoje são mais retos para diminuir o atrito da cordinha com o ioiô. O tipo do rolamento também tem mudado. Uma série de melhorias ocorreram nesses últimos 10 anos”, destacou.

Saiba mais sobre Rafael Matsunaga, que também é conhecido como Red.
Acesse a página da Associação Brasileira de Ioiô.

Comments
  1. kemellylauana | Responder

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