Acervos pessoais dão origens a museus

São Paulo e Rio de Janeiro são palcos dos Museus da TV e de Carmen Miranda

Vida Alves, Walter Forster, Lia de Aguiar, Ana Maria Neumann, Walter Ribeiro dos Santos e Blota Jr são alguns dos nomes responsáveis pela criação do Museu da TV, em São Paulo. No caso de Carmen Miranda, a família doou parte do acervo para criação do museu dirigido por César Soares Balbi, na cidade do Rio de Janeiro.

Museu da TV

Fundado em 18 de setembro de 1995, com o nome de APITE – Associação dos Pioneiros da TV, a partir do acervo de fotos da atriz Vida Alves, conta hoje com 8180 fotos, as quais estão sendo digitalizadas; troféus; além de figurinos, como o do primeiro super-herói brasileiro, o Capitão 7, interpretado por Ayres Campos; roupas da telenovela Sangue do meu Sangue, da Excelsior; o chapéu do Borges de Barros da Praça da Alegria, entre outros.
De acordo com o assessor de imprensa do Museu da TV Elmo Francfort, tanto o ator Ayres Campos quanto o palhaço Carequinha foram enterrados, respectivamente, com o anel do personagem Capitão 7 e com a vestimenta de palhaço.

O Capitão 7 surgiu em 1954 e integrou a programação na TV Record  até 1966 (Foto: Divulgação)

Francfort comenta que a primeira câmera trazida por Assis Chateaubriand, e que faz parte do acervo, já foi emprestada para novelas que necessitavam retratar a época, como por exemplo, a série Um Só Coração, da rede Globo. “Eles contrataram parte da nossa equipe para reconstituir a inauguração da TV”, afirmou o assessor.

Em 18 de setembro de 2010  foi celebrada a primeira transmissão televisiva no Brasil, quando Chateaubriand fundava a TV Tupi há 60 anos. Houve solenidade no Memorial da América Latina, que reuniu profissionais de destaque no setor de todas as épocas.

Museu Carmen Miranda

Com público estimado em 6 mil visitantes por ano, o Museu Carmen Miranda possui em seu acervo 2180 fotos, além de partituras, roteiros, programas e figurinos, entre outros objetos. De acordo com o diretor e museólogo César Soares Balbi, uma peça de indumentária de Carmen custa 98 mil reais, dependendo do estado de conservação, para ser restaurada. “Já uma réplica é o dobro do valor da restauração¨, afirmou.

O que mais chama a atenção é a própria imagem de Carmen Miranda. O objeto precisa ter a artista dançando, falando. “As pessoas querem ter a experiência de ver Carmen”, destacou Balbi. O museu possui quatro trajes, mas os ‘xodós’ são os sapatos, turbantes e bijuterias usadas pela “Pequena Notável” de pouco mais de 1,50 de altura.

Foto: Acervo Museu Carmen Miranda

Entre as situações engraçadas estão as de pessoas que demonstram interesse em alugar os trajes para festas, o que é impossível. “Um traje de Carmen pode ser equiparado a um manto de Napoleão, dentro da cultura de conservação de patrimônio”, exemplificou o museólogo.

Último traje de baiana criado por Carmen Miranda, década de 1950. Turbante de sombrinhas usado no filme Nancy Goes to Rio (Romance Carioca,1950). Após o término das filmagens Carmen agregou o turbante ao seu acervo pessoal (Foto: Acervo Museu Carmen Miranda)

Caricaturas dos filmes ‘Aconteceu em Havana’, (1941), e ‘Entre a loura e a morena’, (1943) (Foto: Acervo Museu Carmen Miranda)

As diferenças entre restauração, réplica e cópia:
Restauração – Reparo, conserto de qualquer objeto desgastado pelo uso. Recomposição de algo.
Réplica – Exemplar de uma obra de arte que não é original; imitação, mas que se faz necessário obter o mesmo material utilizado originalmente por meio de fabricação.
Cópia – Imitação exata de uma obra de arte, que permite o uso de materiais diferentes dos originais.

Para mais informações:
Museu da TV – SP
Museu Carmen Miranda – RJ

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